sexta-feira, 21 de outubro de 2011

1º- Qual a origem etimológica do termo cidadania?

A origem da palavra cidadania vem do  latim "civitas", que quer dizer cidade. A palavra cidadania foi usada na Roma antiga para indicar a situação política de uma pessoa e os direitos que essa pessoa tinha ou podia exercer.

2º- Qual a diferença entre cidadania e direitos humanos?

Cidadania: Permitem ao indivíduo intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, seja ao votar (direto), seja ao concorrer a um cargo público (indireto). Pressupõe a contrapartida de deveres, uma vez que em uma coletividade os direitos de um indivíduo são garantidos a partir do cumprimento dos deveres dos demais componentes da sociedade.

Direitos humanos: São os direitos e liberdades básicos de todos os seres humanos. Normalmente o conceito de direitos humanos tem a ideia também de liberdade de pensamento e de expressão, e a igualdade perante a lei.

3º- Qual a relação entre os estudos de T. H. Marshall e a compreensão da cidadania?

T. H. Marshall produzia textos clássicos sobre cidadania, especificamente no que se refere às relações entre cidadania e desigualdade. A discussão funda-se na existência de uma possível rationale das classes dominantes inglesas em relação ao grau de tolerância com a desigualdade. A partir daí procurou analisar o problema da desigualdade para as classes dominantes brasileiras.

4º- Podemos estabelecer alguma relação entre cidadania e movimentos sociais? Justifique sua resposta...

Sim. Movimento social se refere à ação coletiva de um grupo organizado que objetiva alcançar mudanças sociais por meio de um embate político, conforme seus valores e ideologias, e um contexto específico. Defendendo assim todos os direitos e deveres de uma determinada sociedade.
5º- Existe um limite para aquisição de direitos sociais? sim ou não? Qual(is) limite(s)?
 
Sim, pois se não houver um limite tudo desanda.

6º- No Brasil, a trajetória dos movimentos sociais segue a mesma lógica no pensamento de Murilo de carvalho e T. H. Marshall? Justifique sua resposta...

A trajetória dos direitos seguiu lógica inversa daquela descrita por T.H. Marshall," A pirâmide dos direitos humanos foi colocada de cabeça para baixo."
  
7º- No pensamento de T. H. Marshall quais os três elementos constituíntes de uma democracia plena? comente sobre cada um deles...

CIVIL: Direitos inerentes à liberdade ind,ividual, de expressão e de pensamento. E também os direitos de propriedade e justiça.
POLÍTICA: Direito de participação do poder político (eleitor ou eleitor).
SOCIAL: Conjunto de direitos relativos ao bem estar econômico e social.
 
8º- Apresente uma manchete de jornal sobre cidadania...

MANCHETE:
• Milhares de pessoas compareceram ao bairro Maria Goretti, em Belo Horizonte, para aproveitarem a Ação Global
A cerimônia de abertura contou com a presença do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que falou sobre a ação de cidadania. "Esta é uma festa de cidadania, onde estamos nos encontrando para resolvermos nossos problemas. É um momento de muita alegria", contou.
Foram 377 atendimentos feitos pelo Sindicato. Uma das pessoas que procurou o Recivil para obter a segunda via de sua certidão de nascimento foi Wanderson Souto de Barros, de 30 anos. "A minha certidão não estava conservada e precisava dela para tirar a carteira de identidade", contou. "Esta oportunidade foi ótima, é uma bênção", completou Wanderson, que saiu do evento com a certidão em mãos e com ela pôde adquirir também sua carteira de identidade.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Movimentos sociais

- O que é?


É a reunião de pessoas que se põem em movimento pela conquista de algo. Em sua concepção política, movimentos sociais são compostos pelo povo, normalmente excluídos de algum direito. Os sem-tetos lutam por teto, desempregados por trabalho.

- Quais os elementos constitutivos dos movimento sociais?


O projeto, a ideologia e a organização. 


- Quando começou o movimento social e qual a ideologia politico-filosófico ele está mais vinculado?


Com a revolução industrial que aconteceu na Inglaterra na segunda metade do século XVII e encerrou a transição entre feudalismo e capitalismo, a fase de acumulação primitiva de capitais e de preponderância do capital mercantil sobre a produção. A ideologia que venceu foi a socialista por conta das injustiças que tinham.


- No pensamento de Marx e Engels qual o papel do estado nas relações sociais?


Créditos do Estado, em lugar de serem obrigados a pedi-los aos capitalistas; ela pede, igualmente, o estabelecimento de relações burguesas de propriedade no campo mediante a total abolição do feudalismo. 


- Dê exemplos de novos movimentos sociais.


A enumeração dos novos movimentos sociais inclui tipicamente os movimentos ecológicos, feministas, anti-racistas, de consumidores, de auto-ajuda, a enumeração. Os novos movimentos sociais incorporam tanto segmentos da classe média quanto pessoas à margem do mercado de trabalho. Muito comumente, os novos movimentos sociais se articulam através de redes - constituindo pautas reivindicatórias coletivas, convergindo interesses, organizando ações conjuntas e buscando visibilidade social -, de modo que tais pautas subsistem a despeito da efemeridade dos participantes que delas entram e saem livremente. Outra característica dos novos movimentos sociais é que, à diferença dos movimentos tradicionais, não visam “tomar o poder” pela conquista do Estado, mas geralmente constituem espaços políticos não-institucionais a partir dos quais procuram afetar hábitos e valores da sociedade de modo a interferir nas políticas estatais.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

• O que é trabalho?

Trabalho é o esforço humano dotado de um propósito e envolve a transformação da natureza através do dispêndio de capacidades físicas e mentais. Gerando as pessoas salários em troca.


• Qual o valor da cesta básica?

Em São Paulo, o valor foi é de R$ 266,75 e no Rio de Janeiro (R$ 253,10). 
Em João Pessoa (R$ 202,47) e Fortaleza (R$ 205,84).

• Qual a jornada de trabalho atualmente?


São 40 horas semanais e 8 horas por dia.

• Você concorda que a redução da jornada de trabalho pode gerar mais emprego?

Sim, pois assim as pessoas irão sair do emprego mais cedo e dar lugar as outras pessoas que estão em casa "desempregadas". Fazendo assim gerar mais empregos.

domingo, 12 de junho de 2011

O que justifica a descartabilidade na sociedade moderna?

É um paradigma da sociedade moderna.Com a industrialização gerou o consumismo exacerbado,a variedade de produtos faz com que qualquer produto fique desvalorizado e fora de moda.

Somos modernos ou pós-modernos?

    Somos pós-modernos, pois eles têm como característica o fato da razão virar racionalização, já não há pensamento crítico; ele prefere, neste mundo conflitivo, ser espectador e não protagonista, observador e não participante, público e não ator. 

Qual o paradigma de certeza na sociedade moderna?

 Zygmunt Bauman, mapeia as origens comuns das ansiedades na modernidade líquida e examina mecanismos que possam deter a influência do medo sobre as nossas vidas. Segundo Bauman, as certezas da modernidade sólida se foram, e, com isso, a utopia do controle sobre os mundos social, econômico e natural desmoronou. Em mais um estudo singular sobre a vida contemporânea, Bauman divide com o leitor suas análises sobre o tema.

o que são inquietações existenciais?

        São as dúvidas e perguntas que temos sobre nossa vida ou razão de viver.

        As inquietações existenciais não se aplicam unicamente a uma pessoa mas também a sociedade.

Em relação à profissão, quem é Zygmunt Bauman, qual a nacionalidade dele e qual o principal conceito alvo de seus estudos?

Sociólogo polonês, Zygmunt Bauman é conhecido mundialmente por seu conceito de Modernidade líquida, em que as ideias de emancipação, individualidade, tempo/espaço, trabalho e comunidade estão propensas a mudar com rapidez e de forma imprevisível.  

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O que é o trabalho?

    Para Marx, o homem é o primeiro ser que conquistou certa liberdade de movimentos em face da natureza. Através dos instintos e das forças naturais em geral, a natureza dita aos animais o comportamento que eles devem ter para sobreviver. O homem entretanto, graças ao seu trabalho, conseguiu dominar em parte, as forças da natureza, colocando-as a seu serviço.

"Como criador de valores de uso, como trabalho útil, é o trabalho, por isso, uma condição de existência do homem, independente de todas as formas de sociedade, eterna necessidade natural de mediação do metabolismo entre homem e natureza e, portanto, da vida humana."

    Os animais também trabalham e produzem, porem somente para atender as exigências práticas imediatas, exigências materiais diretas dos mesmos ou de seus filhotes portanto, não podendo ser livres ao trabalharem, pois a atividade dos mesmos é determinada unicamente pelo instinto ou pela experiência limitada que podem ter.

    O que ocorre ao homem é diferente. Anterior a realização de seu trabalho, o homem é capaz de projetá-lo, ou seja, a capacidade de definir meios diversos que possibilitam o alcance de seu objetivo, possuindo a livre escolha da alternativa que melhor se adeqüe a seus meios e procura segui-los.

    Justamente porque o trabalho humano pode ser diferente do trabalho dos animais é que o homem modifica a natureza de acordo com suas possibilidades. O que Marx observa na História é a evolução gradativa do trabalho, naquilo que corresponde a evolução do homem e a necessidade de suprir suas necessidades frente ao meio.


    Para aumentar o seu poder sobre a natureza, o homem passa a utilizar instrumentos, acrescenta meios artificiais de ação aos meios naturais de seu organismo multiplicando-se enormemente a capacidade do trabalho humano de transformar o próprio homem.

Artigo: Zygmunt Bauman

    O artigo visa analisar a teoria sociológica de Zygmunt Bauman, sobretudo pelo que concerne a mudança nos relacionamentos afetivos que a pós-modernidade liquida está proporcionando. Depois de ter apresentado o novo quadro cultural que Bauman define como “modernidade liquida”, o artigo entra no cerne da questão analisando a nova idéia de identidade que a cultura pós-moderna está propondo, parando a atenção em algumas figuras típicas da modernidade liquida que Bauman analisa ao longo da sua obra: o refugo, o turista e o vagabundo. O artigo termina apresentando um rápido esboço das idéias sobre a religião na modernidade liquida que Bauman oferece nas ultimas suas obras.


segunda-feira, 28 de março de 2011

Artigo sobre questões ambientais

- A tragédia dos comuns é uma versão coletiva de um problema básico da chamada teoria dos jogos: o dilema dos prisioneiros. A história é assim. Dois criminosos são presos por um delito leve, como roubar uma carteira. Mas a polícia desconfia que também estejam envolvidos em um assassinato. Eles são colocados em celas separadas. Cada um recebe a oferta de uma pena reduzida se denunciar o companheiro. O melhor para os dois é ficar quieto. Mas como não sabem nem têm controle sobre o que o outro vai fazer, acabam se traindo. O resultado é o pior possível, uma pena alta para ambos.Existem algumas soluções para a tragédia dos comuns. As duas melhores são limitar o acesso a uma comunidade pequena de usuários, que se auto governa, ou privatizar o recurso. Nessa última, a conservação passa a ser do interesse do dono, cujo incentivo é maximizar o valor dos seus bens. Uma terceira é criar uma agência regulatória. Mas, em geral, a agência acaba distante do problema e, por isso, cria um excesso de regras e burocracia. Isso, se não for frequentemente teleguiada pelos lobistas da indústria que supervisiona.

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Indicação : Cronicamente Inviável

Pra quem gosta de "armações" esse filme ele nos mostra detalhadamente como uma pessoa pode se sair bem na sociedade atrasves disso.O filme mostra a árdua tarefa de sobreviver física e mentalmente em meio ao caos da sociedade brasileira; dificuldade esta que atinge a todos independentemente da posição social ou da postura assumida. As situações abordadas têm como fio condutor um restaurante num bairro rico de São Paulo, cujo dono é um homem de meia idade, refinado e acostumado com as boas maneiras, mas ao mesmo tempo irônico e pungente. Um escritor que realiza um passeio pelo país, buscando compreender os problemas de dominação e opressão social. Um garçom que se destaca por sua descendência européia, aspecto físico, boa instrução e insubordinação. Uma rica carioca preocupada em manter o mínimo de humanidade na relação com as pessoas de classe mais baixa. Seu marido acredita na racionalidade como forma de tirar proveito da bagunça típica do Brasil. E a gerente do restaurante, uma pessoa cativante, com um passado encoberto pelas várias histórias que costuma contar para os amigos e os refinados clientes do restaurante.

Qual o direito do cidadão na constituição dos direitos

A atual Constituição Brasileira traz um capítulo próprio sobre os direitos sociais (cap. II do tít. II). Por muito tempo vinculou-se metodologicamente os direitos sociais dos direitos econômicos, pois o trabalho é um componente das relações de produção, logo a ingerência econômica é indiscutível. Enquanto o direito econômico tem uma dimensão institucional, os direitos sociais constituem formas de tutela pessoal, disciplinando situações subjetivas pessoais ou grupais de caráter concreto. O Prof. José Alfredo de Oliveira Baracho vai mais além, já que afirma que os direitos econômicos constituem pressupostos da existência dos direitos sociais, pois, sem uma política econômica orientada para a intervenção e participação estatal na economia, não se comporão as premissas necessárias ao surgimento de um regime democrático de conteúdo tutelar dos fracos e mais numerosos (Participação nos Lucros e integração Social - PIS, Belo Horizonte, Ed. RBEP, 1972).

Acredito, que a visão estritamente econômica não encerra a dimensão dos direitos sociais, pois todos são tais, já que em sentido amplo, como social é o Direito, assim a efetivação dos mesmos, passa necessariamente pela organização social, reinvindicatória e eficaz, com a remodulação dos conceitos culturais e pela atuação pragmática dos entes organizados do tecido social.

Estamos imersos na pocilga da corrupção, da hipocrisia, dos desmandos administrativos, e no vergonhoso quadro de miséria absoluta de mais de 30 milhões de cidadãos brasileiros.
Mas não devemos nos desanimar, ao contrário, pois é justamente neste momento histórico e que devemos tentar colaborar com o surgimento de uma ampla conscientização política, influindo diretamente no aceleramento das mudanças sociais e aos futuros advogados, promotores, juízes, defensores, rogo que a indiferença aos problemas sociais não se faça presente, ao contrário seja a mola aceleradora de seus engajamentos.
Que atitude devemos tomar diante deste caos social? Como operadores do direito, devemos de todas as formas lutar pelo aprimoramento democrático, pelo alicerce definitivo das instituições nacionais e por fim um engajamento eficaz nas lutas justas e legítimas da sociedade, é este o papel do cidadão, e é este por primazia o papel do Juiz, que deve ter seu olhar direcionada à rua, pois como monopolizador da função jurisdicional necessita ser dotado de espírito social, isto é, preocupado sociologicamente com o resultado de suas decisões, a máxima da dura lei, não pode ser posta ao "povo duro".

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O homem é livre para escolher seu destino?

“Livre-arbítrio”, tem sido definido, como a capacidade dada ao homem, por ocasião de sua criação, para escolher entre o bem e o mal, entre agradar a Deus ou desobedecê-Lo. Seria o “livre poder de eleger o bem ou o mal”.
Héber Carlos de Campos também a define como tendo sido a capacidade que o homem teve, “de escolher as coisas que combinavam com a sua natureza santa, mas que, mutavelmente, pudesse escolher aquilo que era contrário à sua natureza santa”.
O homem em seu estado de inocência , tinha a liberdade e o poder de querer e fazer aquilo que é bom e agradável a Deus, mas mudavelmente, de sorte que pudesse decair dessa liberdade e poder.
É importante dizermos que quanto a definição, não existe dificuldade. O problema todo que envolve o tema, é se o homem hoje, depois da queda , possui ou não esse tal de livre-arbítrio.
Antes mesmo de entrar propriamente na discussão, se o homem ainda dispõe dessa capacidade, precisamos dizer algo acerca de uma faculdade natural e inalterada no homem, mesmo depois da queda, chamada de “livre agência” ou “capacidade de escolha”.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Pluralidade Cultural

      Devemos reconhecer que a pluralidade cultural representa o acúmulo das experiências e das conquistas humanas. No entanto, nem todas as diferenças são positivas. Quando elas se transformam em desigualdades precisam ser encaradas criticamente.


      Nós não nascemos inteiramente prontos para viver. Ao contrário, precisamos de cuidados, orientação e ensinamentos; ou seja, só nos tornamos de fato humanos na medida em que convivemos e aprendemos com outras pessoas em uma dada cultura. Por meio desse aprendizado na vida social formamos nossa personalidade e elaboramos nossos planos de vida, nossos sentimentos e desejos. Nossa vida só pode acontecer verdadeiramente se participarmos de um mundo cultural, se partilharmos um conjunto de referências sociais.

      Todas as culturas humanas criaram modos de viver coletivamente, de organizar sua vida política, de se relacionar com o meio ambiente, de trabalhar, distribuir e trocar as riquezas que produzem. Mais ainda, todos os povos desenvolveram linguagens, manifestações artísticas e religiosas, mitologias, valores morais, vestuários e moradias.

      Assim, a pluralidade cultural indica, antes de tudo, um acúmulo de experiências humanas que é patrimônio de todos nós, pois pode enriquecer nossa vida ao nos ensinar diferentes maneiras de existir socialmente e de criar o futuro.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Cultura x Civilização

     Conceituar cultura e civilizações torna-se uma tarefa bastante difícil haja vista que, vários fatores contribuem para essas diferenças e principalmente, os diferentes pontos de vista de cada povo que tentou conceituá-las.
     A partir do século XVI, o conceito de cultura passaria a articular-se, ora positiva ora negativamente, com o conceito de civilização pois, inicialmente, o conceito de civilização referia-se, de um lado, ao civil, correspondente ao homem educado e polido, e do outro lado, à ordem social, derivando daí o conceito de sociedade civil. Mas, com o tempo, civilização passou a designar um estágio ou etapa do desenvolvimento histórico ocidental ligado ao progresso. Desde então, ao aproximar-se do conceito de civilização, cultura passou a exprimir os aspectos do desenvolvimento material da sociedade moderna que via como civilizado o homem moderno, polido, erudito sendo tudo isso uma construção, etnocêntrica, de franceses e ingleses que servia para confirmar a consciência que os ocidentais tinham de si próprios.
     Conceito de civilização, de certa forma, era usado com o objetivo de minimizar a diferença entre os povos já que, esse conceito era utilizado como artifício de expansão e colonização de outras terras e também da confirmação da identidade dos povos colonizadores. Estabeleceu-se então, o conceito de identidade que estava relacionado a esse caráter expansionista e colonizador daqueles que foram além de suas fronteiras.
      Em contrapartida, para os alemães Kultur (cultura) é um conceito com maior expressão pois, determina os aspectos intelectuais, artísticos, religiosos, técnicos, morais, sociais e acima de tudo a realização no próprio Ser. Para eles, o conceito de cultura não tem o mesmo significado do conceito de civilização, estabelecido pelos ingleses e franceses, pelo fato desse conceito estar relacionado à produção humana como no caso, de obras filosóficas, obras de arte, obras literárias, ou seja, a particularidade desse povo. Ressaltando que, cultura para os alemães está ligada à cultivo já que, as várias civilizações germânicas eram agricultoras.
      Portanto, a idéia de identidade para o povo alemão é intrinsecamente particular pois, a construção da mesma se baseia no historicismo, na sua trajetória histórica e cultural, como também das diversas indagações que eles fizeram ao longo do tempo: o que era ser inglês? o que era ser francês? e, principalmente, o que era ser alemão? Sendo assim, o alemão pode nascer em qualquer parte do mundo que ele será sempre um alemão.
      A partir de um estudo, fica perceptível que o processo civilizador é um processo de uma classe dominante que está se consolidando e irá definir um todo, notadamente, a construção da identidade. É a partir daí, que tanto para o inglês quanto para o francês a palavra civilização é uma palavra discriminatória, ou seja, o que não é civilizado (outros povos) é selvagem e precisa ser civilizado. E, para o alemão é também discriminatória, a partir do momento em que ele passa a conceituar ou conceber cultura através da sua particularidade, da sua individualidade.
     Conclui-se então que, ambas as concepções são, relevantemente, uma construção etnocêntrica de sociedades dominantes que se voltaram apenas para o seu progresso, olhando apenas para si próprios, subjugando e ignorando a cultura dos outros povos que para eles eram considerados inferiores.

O que é cultura?

     Como as sociedades estão profundamente divididas é fácil entender que a Cultura delas só podia mesmo ser contraditória. Por isso, temos, na verdade, diferentes culturas numa mesma sociedade.
      Cultura é o conjunto de manifestações artísticas, sociais, lingüísticas e comportamentais de um povo ou civilização. Portanto, fazem parte da cultura de um povo as seguintes atividades e manifestações: música, teatro, rituais religiosos, língua falada e escrita, mitos, hábitos alimentares, danças, arquitetura, invenções, pensamentos, formas de organização social.
      Uma das capacidades que diferenciam o ser humano dos animais irracionais é a capacidade de produção de cultura.


Cultura: importante para o desenvolvimento da humanidade!